É preciso falar
Lendo as imagens que nos caem
Olhos adentro como folhas mortas
De um outono sem horas certas.
Ele há milhares, senão milhões,
Por ler todos os dias.
Lê, ainda que te faltem palavras,
Ainda que te falte choro e lágrimas, olha
Ainda que te falte voz e grito, sussurra
Ainda que na escuridão de ti e do medo
Te faltes a ti próprio, lê ou reza em silêncio.
Mas, por favor, não voltes a dizer
que não viste cair as folhas este outono
e nunca, nunca mais, digas que não soubeste.
Alex, 100526





































.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)





