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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

1966 - 2026 - 60 ANOS DA PONTE 25 DE ABRIL

Já passei a ponte de carro, ambulância, moto, autocarro, comboio. Também já passei por cima (avião) e por baixo (barco). Mas foi a pé a melhor passagem.




 

domingo, 2 de agosto de 2026

MÚSICA - TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM - 1970 - ZECA AFONSO - 02.08.1929 - 23.02.1987

 Traz Outro Amigo Também

Zeca Afonso


Amigo, maior que o pensamento

Por essa estrada amigo vem

Por essa estrada amigo vem

Não percas tempo que o vento

É meu amigo também

Não percas tempo que o vento

É meu amigo também


Em terras

Em todas as fronteiras

Seja bem-vindo quem vier por bem

Seja bem-vindo quem vier por bem

Se alguém houver que não queira

Trá-lo contigo também

Se alguém houver que não queira

Trá-lo contigo também


Aqueles, aqueles que ficaram

Em toda a parte, todo o mundo tem

Em toda a parte, todo o mundo tem

Em sonhos me visitaram

Traz outro amigo também

Em sonhos me visitaram

Traz outro amigo também

terça-feira, 26 de maio de 2026

MÚSICA - POPULAR PORTUGUESA - JOSÉ MÁRIO BRANCO - 25.05.1942 - 19.11.2019


Discografia e Obras Marcantes

A sua discografia alia a sofisticação musical de arranjos complexos a uma forte carga lírica e ideológica. Os seus álbuns mais aclamados incluem:

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades (1971): Editado no exílio, redefiniu a música de protesto portuguesa.

Margem de Certa Maneira (1972): Trabalho focado na vivência da emigração e do isolamento.

FMI (1982): Uma obra-prima falada e cantada de quase 25 minutos. Retrata as desilusões com o rumo do Portugal pós-revolucionário. O próprio artista proibiu a sua passagem na rádio e televisão durante anos.

Ser Solidário (1982): Álbum que inclui clássicos absolutos como "Inquietação" e "Que Força É Essa".

Resistir É Vencer (2004): O seu último álbum de originais em estúdio.

Trabalho como Produtor e Arranjador

Além da carreira a solo, a sua genialidade técnica e artística moldou o som de outros grandes artistas. Foi o produtor e arranjador de discos emblemáticos de nomes como José Afonso (Zeca Afonso), Sérgio Godinho, Janita Salomé e, nas últimas décadas da sua vida, teve um papel decisivo na modernização do fado ao produzir álbuns de Camané.

O seu legado é preservado digitalmente através do Arquivo Musical José Mário Branco, coordenado pela Universidade Nova de Lisboa.
 

domingo, 17 de maio de 2026

JOÃO ABEL MANTA - 29.01.1928 - 15.05.2026

João Abel Manta foi um dos mais influentes arquitetos, pintores, ilustradores e cartonistas portugueses do século XX, amplamente reconhecido como o grande cronista visual e "imaginador" da transição da ditadura para a democracia em Portugal.

Principais Aspetos da Vida e Obra

Resistência Antifascista:
Filho dos pintores Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura, envolveu-se desde muito jovem na oposição ao Estado Novo através do MUD Juvenil, o que lhe valeu a prisão no Forte de Caxias pela PIDE em 1948.

O Ilustrador da Revolução: O seu traço satírico e inteligente imortalizou o período do pré e pós-25 de Abril. É o autor de cartazes icónicos do PREC como o célebre "O Povo está com o MFA".

Crítica Social e Política: Destacou-se no jornalismo gráfico (com colaborações marcantes no Diário de Lisboa) e em livros como Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar.

Arquiteto de Formação: Formado pela Escola de Belas-Artes de Lisboa, desenvolveu também projetos de arquitetura e arte pública, incluindo painéis de azulejos e calçada portuguesa na capital.

sábado, 25 de abril de 2026

quinta-feira, 23 de abril de 2026

23.04.1936 - CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO TARRAFAL - ILHA SANTIAGO - CABO VERDE

 

A 23 de abril de 1936, foi publicado o Decreto-Lei n.º 26.539 que cria a “colónia penal para presos políticos e sociais no Tarrafal”, na ilha de Santiago em Cabo Verde.
Também conhecido como “Campo da morte lenta”, a sua localização tinha como objetivo afastar os mais “problemáticos” e perigosos resistentes, e com as duras condições do clima e das más condições de encarceramento, demonstrar que a repressão seria levada ao extremo (maus tratos, torturas, trabalhos forçados, alimentação escassa e falta de assistência médica).
Esmeraldo Pais, o médico de serviço do campo, afirmou mesmo que “não estou aqui para curar, mas para assinar certidões de óbito”.
O Campo de Concentração do Tarrafal começou a funcionar em 29 de outubro de 1936, recebendo os primeiros 152 presos políticos.
O campo foi encerrado em 1954, tendo por lá passado 340 presos, e destes, 34 ali morreram. Seria reaberto em 14 de abril de 1961, para receber presos políticos dos movimentos de libertação de Angola, Guiné-Bissau e Cabo-Verde.
Os presos apenas seriam libertados a 1 de maio de 1974. Em: https://www.facebook.com/museudoaljube Visitei este campo em 2019, agora denominado "MUSEU DA RESISTÊNCIA", para que nunca seja esquecido o passado tenebroso do Estado Novo.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

17.04.1969 - O Início da Crise Académica de 1969

Alberto Martins presidente da Associação Académica de Coimbra. No meio da inauguração do edifício das Matemáticas, na presença das mais altas patentes do Estado Novo, o então estudante declarou: “Em nome dos estudantes da Universidade de Coimbra, peço a palavra!"


Este dia assinala o começo da Crise Académica de Coimbra, um movimento de contestação estudantil que abalou o regime de Marcelo Caetano.

O Incidente: Durante a inauguração do Edifício das Matemáticas na Universidade de Coimbra, o Presidente da República, Américo Tomás, e o Ministro da Educação, José Hermano Saraiva, foram confrontados pelos estudantes.

O Pedido de Palavra: Alberto Martins, então presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), pediu a palavra em nome dos estudantes, mas foi impedido de falar pelas autoridades.

Consequências Imediatas: Alberto Martins foi preso pela PIDE nessa mesma noite, o que gerou uma onda de protestos, o decreto de "Luto Académico" e uma greve às aulas e exames que se prolongou por meses.

Significado Histórico: Este evento é considerado um precursor fundamental para a consciencialização política que levaria ao 25 de abril de 1974.




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

José Mário Branco - 25.05.1942 - 19.11.2019

Morreu José Mário Branco, um dos nomes maiores da canção portuguesa, confirmou ao PÚBLICO a sua editora Warner Portugal e o seu manager, Paulo Salgado. José Mário Branco tinha 77 anos e morreu durante a noite de segunda para terça-feira após um acidente vascular cerebral (AVC). O seu percurso tocou desde a música de intervenção e a canção de Abril até ao fado. “É enorme. É um dos artistas mais importantes da música portuguesa do século XX e do século XXI”, disse ao PÚBLICO o músico Camané, que José Mário Branco produziu. 
José Mário Monteiro Guedes Branco nasceu no Porto em 1942 e estudou História nas Universidades de Coimbra e do Porto, curso que nunca terminaria. Filho de professores, foi militante do Partido Comunista Português (PCP) e a ditadura obrigá-lo-ia a exilar-se em França, para onde viajou em 1963. Só voltaria a Portugal em 1974. É autor do emblemático álbum Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades (1971), de Margem de Certa Maneira (1973), A Mãe (1978), do duplo Ser solidário (1982), A Noite (1985), Correspondências (1990) ou Resistir é Vencer (2004). 

In: https://www.publico.pt/2019/11/19/culturaipsilon/noticia/morreu-jose-mario-branco-1894241

segunda-feira, 1 de julho de 2019

sexta-feira, 25 de abril de 2014

40 anos do 25 de Abril de 74 - Largo do Carmo - Lisboa

















Poema "Abril" - a José Alves Costa, um cabo e tanto - por Alex

E naquele dia claro e anónimo como nenhum outro
o mundo acordou e veio ao nosso encontro.
Naquele dia, não abrimos fogo uns sobre os outros,
porque era o desejado dia de todos os encontros.
Houve quem quisesse que as balas falassem,
mas quisemos que as armas se calassem.
Entre os que, anonimamente, ao medo desobedeciam,
outros havia que, voluntariamente, sorrindo, agiam
para a construção do dia claro, esse que diziam
ter vindo de longe, por ser tanto o que nos unia:
a vontade de viver, o cansaço de morrer e a alegria.
Há um que grita uma e outra vez: ‘Mata!’, ‘Atira!’, ‘Dispara!’…
Outro lhe responde num refrão exausto: ‘Não!’, ‘Basta!’, ‘Pára!’
E chegamos até este dia, até esta praça, até esta ampla arena
na  voz acordada de uma canção esquecida, Grândola Vila Morena
tão anónima como aqueles tantos que empunharam o canto,
e de tão poucos fomos imensos, soldados, capitães e um cabo e tanto,
empurrando a noite longa até às portas de uma nova madrugada
em que floriram cravos nas armas e no rosto da rapaziada.
Por um dia, por uma vez, a liberdade livre teve cor e cheiro,
e os sonhos tiveram, em plena rua, sua comovida festa por inteiro.

ALEX

Ao cabo apontador José Alves Costa, que na manhã de 25 de Abril de 1974 se recusou a disparar sobre a coluna de Salgueiro Maia.
O poema nasceu desta história.

domingo, 20 de abril de 2014

quarta-feira, 24 de abril de 2013

segunda-feira, 25 de abril de 2011

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril