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terça-feira, 29 de setembro de 2026

29 SETEMBRO 1964 - CRIAÇÃO DA "MAFALDA" POR QUINO


O meu livro é uma edição de 1989

A criação da Mafalda ocorreu em 1963 pelas mãos do cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado, conhecido universalmente como Quino. Curiosamente, a personagem não nasceu para as tiras de jornal, mas sim para uma campanha publicitária fracassada da marca de eletrodomésticos Mansfield. A empresa exigia uma família de classe média cujos nomes começassem com a letra M; Quino inspirou-se numa bebé do filme Darla para batizar a sua protagonista e baseou as feições da menina nas da sua própria avó.

Como os jornais recusaram publicar a publicidade disfarçada sem receber o respetivo pagamento, a campanha foi cancelada. Quino guardou os desenhos até que, a 29 de setembro de 1964, a revista semanal de política Primera Plana aceitou publicar as histórias, marcando a estreia oficial da Mafalda no mundo da banda desenhada.

Elementos Marcantes da História da Mafalda

• O Propósito: Transformou-se rapidamente numa heroína contestatária e revolucionária. Uma menina de seis anos que reflete sobre temas complexos como o capitalismo, a Guerra Fria, a censura e a desigualdade social.

• Gostos e Aversões: Ficou mundialmente famosa por odiar sopa (que o próprio Quino admitiu ser uma metáfora para os regimes ditatoriais e ordens impostas) e por adorar os Beatles, a paz, a democracia e os direitos das crianças.

• O Universo: Ao longo dos anos, juntaram-se a ela personagens icónicas que representavam diferentes facetas da sociedade, como o materialista Manolito, o sonhador Felipe, a conservadora Susanita, o seu irmão mais novo Guille e a pequena Libertad.

• O Fim Definitivo: Apesar do sucesso estrondoso e da tradução para mais de 20 idiomas, Quino decidiu deixar de desenhar a Mafalda a 25 de junho de 1973. O autor sentia que a produção diária corria o risco de se tornar repetitiva e preferiu preservar a integridade artística da sua criação mais famosa.

Chegou a Portugal em maio de 1970, publicada oficialmente pelas Publicações Dom Quixote, ainda sob o governo de Marcello Caetano (durante a chamada "Primavera Marcelista").

sábado, 9 de maio de 2020

quinta-feira, 26 de março de 2020

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Happy Birthday - 90 years of Tintin - Parabéns Tintin

O jornalista das calças de golfe Tintim viveu a sua primeira aventura há 90 anos, pela mão de George Remi, mais conhecido pelo seu pseudónimo Hergé.
O repórter belga acompanhado pelo seu fiel Fox Terrier e pelo mal-humorado capitão Haddock marcaram a infância de milhões de pessoas por todo o mundo, mesmo depois da morte do seu criador em 1983, aos 76 anos, deixando incompleta a história “Tintin e Alpha-Art”.
Na sua primeira aventura, Tintim viajou até ao país dos sovietes, a 10 de janeiro de 1929, onde Hergé fazia uma espécie de ridicularização do regime comunista, com Tintim envolvido em várias cenas de pancadaria, fórmula que o autor viria a repetir nos livros que se seguiram.
O sucesso da personagem é incontestável e as suas aventuras encontram-se traduzidas em 77 línguas, tendo sido vendidos mais de 230 milhões de livros em todo o mundo. Tintim não ficou só pela Banda Desenhada, tendo conhecido também o formato de televisão com uma série animada e o cinema pelas mãos de Steven Spielberg e de Peter Jackson.
Em Portugal, Tintim surgiu pela primeira vez em 1936, na publicação O Papagaio.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

terça-feira, 16 de setembro de 2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Michel Vaillant - Em nome do filho

nº1 - coleção com o Jornal "O Público".

terça-feira, 27 de abril de 2010

Viagem à Bélgica e França - Capítulo 7 - Brussels - Musée Hergé

Museu muito bonito. Musée Hergé.Ficámos lá algumas horas.

sexta-feira, 19 de março de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

sábado, 31 de outubro de 2009

Astérix/50 anos: Uma vida a bater nos romanos e a caçar javalis


Astérix e Obélix começaram a bater em romanos e a caçar javalis há exactamente 50 anos, num tempo em que a banda desenhada estava longe da dimensão que viria a alcançar e ninguém conseguia antecipar o sucesso estrondoso dos "irredutíveis gauleses".

Albert Uderzo, o desenhador, e René Goscinny, o argumentista, já tinham trabalhado juntos e voltavam a encontrar-se, em 1959, na criação do jornal "Pilote" (primeiro número a 29 de Outubro), para que contribuíam com uma série de fórmula simples, mas que se veio tornar muito eficaz.

Bastou menos de dois anos para se perceber que "Astérix, o Gaulês" era a "alma" do jornal, relegando para segundo plano outras séries que também granjearam os favores do público, como "Michel Tanguy" (Uderzo de novo, mas com Jean-Michel Charlier,) e "O Demónio das Caraíbas" (Victor Hubinon e Charlier).

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vasco Granja - 10.07.1925 - 04.05.2009

Responsável editorial, cineclubista, crítico, divulgador e investigador de banda desenhada e de cinema de animação, Vasco de Oliveira Granja, nasceu em Lisboa, a 10 Julho de 1925. Frequentou a Escola Industrial Machado de Castro, depois de ter concluído a Instrução Primária, tendo começado por trabalhar, com 15 anos, nos Armazéns do Chiado, inicialmente na secção de amostras, depois na publicidade.Depois dos Armazéns do Chiado, vendeu lotarias durante cerca de 16 anos, aos balcões da Casa Travassos, situada no Chiado, meio artístico e literário por excelência na Lisboa de meados do século XX, o que lhe permitiu conhecer diversas personalidades nas tertúlias que frequentava, tanto artistas como escritores. Desses contactos, nasceu o convite para ingressar na Editora Arcádia, no final dos anos 50, onde lidou com autores de grande relevo, como Aquilino Ribeiro, Jaime Cortesão ou Hernâni Cidade, tendo sido o secretário do director literário da editora, Fernando Namora.Posteriormente, trabalhou na Livraria Bertrand durante cerca de 30 anos, onde fez de tudo um pouco, no que hoje se designa por coordenação editorial e revisão, fazendo todo o tipo de contacto com autores, tradutores, ilustradores e maquetistas.Em termos políticos, a sua militância no PCP (Partido Comunista Português) desde a década de 50 custou-lhe a prisão por dois anos, tendo estado nas Prisões do Aljube, de Caxias e de Peniche, por exibição de filmes não autorizados pela censura.Ávido amante da leitura e do Cinema, desde novo que frequentou as principais bibliotecas lisboetas e todas as sessões de filmes que lhe era possível, a que não faltou o complemento obtido com a leitura da revista Animatógrafo , dirigida por António Lopes Ribeiro.Foi cineclubista durante largos anos, tendo feito legendagem de filmes e, enquanto membro do Cine-Clube Imagem, iniciou as funções de pesquisa e divulgação do cinema de animação, visitando o Festival de Animação de Annecy, em 1960, que foi o primeiro do género em todo o Mundo. Durante a edição de 1967 do mesmo Festival, teve oportunidade de visitar uma grande exposição de banda desenhada no Museu de Artes Decorativas ("Bande Dessinée et Figuration Narrative"), que o veio a marcar profundamente, despertando o seu interesse para a Nona Arte (termo atribuído durante a década de 60 à BD, tal como o cinema é conhecido por Sétima Arte).O contacto estabelecido em Annecy levam-no a conhecer os organizadores do Festival, que também estavam ligados ao Salão de Lucca (Itália), dedicado à BD e que mais tarde viriam a estar ligados ao Salão de BD de Angoulême, em França, o maior certame europeu do género, que se realiza todos os anos desde 1974.No domínio do cinema de animação, esteve presente nas principais iniciativas realizadas em países como Espanha, França, Itália, (antiga) Jugoslávia e Canadá, tendo sido membro de vários júris, o mesmo sucedendo nos dois primeiros (então) Salões de Angoulême, em 1974 e 1975.A sua permanência na Livraria Bertrand durante três décadas coincidiu com a aposta no mercado da banda desenhada, quer pela edição de álbuns, então pouco conhecidos (a partir da década de 60), quer pela publicação de revistas, de que se realça a versão portuguesa da Tintin , célebre semanário de BD, criado na Bélgica em 1946, ligado às Éditions du Lombard e ao famoso herói criado por Hergé. Esta versão portuguesa, que saiu entre 1968 e 1982, teve a particularidade de integrar não só o material proveniente da revista original mas também de outras que lhe eram concorrentes, Spirou (da Dupuis) e Pilote (da Dargaud), razão pela qual tinha um considerável leque das melhores e mais populares bandas desenhadas franco-belgas da época.Na Tintin portuguesa, Vasco Granja foi responsável pela realização e tradução de dezenas de artigos sobre os mais diversos aspectos do cinema de animação e da banda desenhada, para além de ter entrevistado alguns dos grandes nomes dos quadradinhos, não deixando de se deslocar a Paris, a Bruxelas e aos grandes salões (nomeadamente Lucca, em Itália, e Angoulême, em França), mantendo deste modo os fiéis leitores da revista a par das mais importantes novidades. Nos últimos dois anos da Tintin (1981-1982), para além de incansável colaborador, assumiu a direcção da revista, tendo sido responsável por diversas inovações, como o aparecimento de Corto Maltese, emblemática personagem criada pelo italiano Hugo Pratt, de Spirit, do estado-unidense Will Eisner e de autores portugueses, com o intuito de alargar a linha editorial.Uma decisão administrativa da editora, pôs um fim abrupto a um periódico que marcou duas gerações de leitores, sem que as derradeiras histórias pudessem ser concluídas (pois tratava-se de histórias de continuação), fim verdadeiramente inglório para tão prestigiada revista.Ainda na Livraria Bertrand, foi também o director da efémera revista de BD Spirou (na sua II série, em 1979), que teve duração de 32 números semanais e que nunca se conseguiu impor face à sua congénere e concorrente Tintin .Depois do 25 de Abril foi presença regular nos ecrãs da televisão durante 16 anos (entre Junho de 1974 e meados de 1990), apresentando um total de 1040 programas na RTP (Rádiotelevisão Portuguesa), sobre histórias aos quadradinhos e desenhos animados, que lhe permitiu dar a conhecer aos portugueses grandes nomes da animação como o estado-unidense Tex Avery ou o canadiano Normam McLaran, que aprecia particularmente pelo seu carácter experimentalista. O seu filme "fétiche", Yellow Submarine , com a banda sonora do mesmo título dos celebérrimos Beatles, e a produção dos países da então Europa de leste foram outros exemplos memoráveis do cinema de animação que divulgou.Deste período televisivo, a regularidade das suas participações valeram-lhe o reconhecimento nacional, sendo apelidado de "O Pai da Pantera-cor-de-rosa" por uma criança, pois divulgou muito os filmes desta personagem sem igual na Animação. E o "apelido" ficou.Colaborou ainda em diversos periódicos, divulgando as suas paixões de sempre, a banda desenhada e o cinema de animação, em jornais de referência como Diário de Lisboa (1957-1973), República (1965-1975), Diário Popular (1965-1991), A Capital (1968-1980), O Diário (meados dos anos 80), mas também em jornais regionais como o figueirense Mar Alto (entre 1969-1973) e em revistas como Plateia (1957-1974), Vida Mundial (1968-1969), TV Guia (década de 80). Muitos outros textos podem ser encontrados também em periódicos estrangeiros (Brasil, França ou Argentina), entradas em dicionários temáticos, catálogos das mais diversas exposições, sem esquecer as primeiras edições do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que é actualmente a maior manifestação em torno dos quadradinhos em Portugal.No final da década de 90, leccionou durante dois anos na ETIC (Escola Técnica de Imagem e Comunicação), em Lisboa.Pelo seu incansável trabalho de divulgação da banda desenhada e do cinema de animação, foi galardoado com o Troféu Zé Pacóvio e Grilinho - Honra, no 7.º Festival Internacional de Banda Desenhada - Amadora, em 1996, tendo antes recebido o Grand Prix Saint Michel Para a Promoção da BD, em 1972.Com o lançamento do livro que lhe foi dedicado pela ASA em 2003, Vasco Granja - Uma vida... 1000 imagens , Vasco Granja transformou-se ele próprio numa personagem de BD, com a homenagem que os mais conceituados autores nacionais lhe fizeram, desenhando cada um uma história em que é o protagonista. Participaram neste volume José Carlos Fernandes, José Garcês, Augusto Trigo, Catherine Labey, José Pires, José Ruy, Pedro Massano, Luís Diferr, João Amaral, Irene Trigo, Carlos Roque, Estrompa, Artur Correia, Rui Lacas, sob argumentos de Jorge Magalhães.Embora tenha escrito e traduzido inúmeros textos sobre BD e Animação, o único livro editado da sua autoria foi Dziga Vertov (Livros Horizonte, 1982), sobre um célebre documentarista russo.É recordado por diferentes gerações pela sua maneira de comunicar sobre os temas que o apaixonam, definindo-se o próprio como um dinamizador cultural.Mesmo no estrangeiro, entre os autores e investigadores mais veteranos, continua a ser uma importante referência do nosso país dentro destes meios, dado que não havia salão ou festival de BD e Animação que não visitasse ou poucos terão sido os grandes autores europeus (e não só) com que não se tenha encontrado.
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$vasco-granja>.