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quinta-feira, 16 de julho de 2026

CPLP : 30 ANOS DE ARTE COMPARTILHADA - 17 A 31 JULHO 2026 - LISBOA

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. organizam a Exposição “CPLP: 30 anos de Arte compartilhada”.

📍 🗓️ A exposição estará patente na sede do Camões, IP, em Lisboa, entre os dias 17 e 31 de julho de 2026.

➡️ Fundada a 17 de julho de 1996, a CPLP comemora o 30.º aniversário em 2026, sob o lema “Unidade na Diversidade, Uma Comunidade para os Povos”.

#CPLP #CPLP30Anos #ParabensCPLP Camões, I.P.

 

domingo, 17 de maio de 2026

JOÃO ABEL MANTA - 29.01.1928 - 15.05.2026

João Abel Manta foi um dos mais influentes arquitetos, pintores, ilustradores e cartonistas portugueses do século XX, amplamente reconhecido como o grande cronista visual e "imaginador" da transição da ditadura para a democracia em Portugal.

Principais Aspetos da Vida e Obra

Resistência Antifascista:
Filho dos pintores Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura, envolveu-se desde muito jovem na oposição ao Estado Novo através do MUD Juvenil, o que lhe valeu a prisão no Forte de Caxias pela PIDE em 1948.

O Ilustrador da Revolução: O seu traço satírico e inteligente imortalizou o período do pré e pós-25 de Abril. É o autor de cartazes icónicos do PREC como o célebre "O Povo está com o MFA".

Crítica Social e Política: Destacou-se no jornalismo gráfico (com colaborações marcantes no Diário de Lisboa) e em livros como Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar.

Arquiteto de Formação: Formado pela Escola de Belas-Artes de Lisboa, desenvolveu também projetos de arquitetura e arte pública, incluindo painéis de azulejos e calçada portuguesa na capital.

terça-feira, 7 de abril de 2026

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS - 07.04.1893 - 16.06.1970

Percurso e Obra
Nascido em São Tomé e Príncipe, Almada fixou-se em Lisboa, onde se tornou um dos grandes impulsionadores da revista Orpheu (1915), juntamente com Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. A sua obra evoluiu de um figurativismo expressivo para a abstração geométrica, refletindo uma busca constante pela harmonia e pelo "número de ouro".
CASA MUSEU ALMADA NEGREIROS-S.TÓME-VISITADA EM SETEMBRO 2024
Entre as suas obras mais icónicas destacam-se:
Retrato de Fernando Pessoa (1954/1964): Um dos retratos mais famosos do poeta, pintado originalmente para o restaurante Irmãos Unidos e replicado mais tarde para a Fundação Calouste Gulbenkian.
Murais das Gares Marítimas (Alcântara e Rocha do Conde de Óbidos): Executados entre 1943 e 1949, representam cenas do quotidiano lisboeta e lendas nacionais, sendo considerados um dos maiores conjuntos de pintura mural do século XX em Portugal.

Painel "Começar" (1968-1969): Uma das suas últimas grandes obras, situada no átrio da Fundação Calouste Gulbenkian, que explora a geometria e o simbolismo.

Literatura: É autor de obras fundamentais como o provocatório Manifesto Anti-Dantas (1915) e o romance Nome de Guerra (1925/1938).

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

I FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTE DE SÁ DA BANDEIRA - ANGOLA - JULHO DE 1973 - TAPEÇARIA e PINTURA - JACQUES MUIDEN - 20.09.1914 - 30.03.1981


DIA 16 - Às 17 horas na Câmara Municipal
Abertura da exposição de pintura e tapeçarias de Jacques Muiden.


 Meu Pai Armando Cardoso Soares, Sequeira Costa e Jacques Muiden

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Enid de Fátima da Silva Simões de Abreu (Tia Nhãe) - 28.06.1930 - 06.09.2024

 

Natural do Lubango, Angola.

Professora, escritora, poetisa, ensaísta, pintora, Assessora do Ministério da Cultura, crítica literária e artística.

Diploma de Estudos Avançados (DEIA) da Universidade do País Basco, Bilbao. Licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, em Ciências Antropológicas e Etnológicas, em Ciências Sociais e Políticas e Administração pelo ICSP (Instituto de Ciências Sociais e Políticas) de Lisboa. Curso Superior de Espanhol do Instituto Cervantes de Lisboa, Curso de Pintura do Instituto Paula Frassinetti.

Dedicou-se à técnica de óleo e aquarela.

Exposições:

Angola, Portugal, Moçambique, Suécia, Alemanha, Noruega. Os seus quadros encontram-se no Museu de Angola, Museu da Escravatura, Centro de Arte Moderna de Lisboa, Secretaria de Estado da Informação e Turismo, Ministério do Ultramar e colecções particulares, nacionais e estrangeiras.
Entrevista em : https://arquivos.rtp.pt/conteudos/entrevista-a-enid-simoes-abreu/




segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Rua de Arte - Bairro de Terra Branca - Cidade da Praia - Ilha de Santiago - Cabo Verde

Iniciativa do artista plástico Tutu Sousa, a Rua de Arte no bairro de Terra Branca tornou-se um sucesso entre os praienses. Trabalho colaborativo e voluntário, este projecto tem a particularidade de ter juntado artistas plásticos reconhecidos como Kiki Lima, Tchalê Figueira, Nela Barbosa ao lado de jovens talentos como Sidney Cerqueira, Oleandro Garcia, entre outros, transformando o local numa galeria a céu aberto. Por outro lado, serviu de incentivo à Câmara Municipal da Praia para obras de requalificação (calcetamento, pintura de casas, iluminação pública) nessa e noutras ruas do bairro.






sábado, 11 de maio de 2019

Museu de Aguarela Roque Gameiro - Minde - Maio 2019


O Museu de Aguarela Roque Gameiro, situado em Minde, é o único museu do país totalmente dedicado à aguarela e concretamente à obra do aguarelista português de referência – Alfredo Roque Gameiro.
Na “Casa dos Açores”, que é um exemplar notável de arquitetura e de jardins do início do séc. XX, ligado à família do pintor, o Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro (CAORG), depositário de um conjunto de obras de sua propriedade, de pertença da família do artista e do CAM (Fundação Calouste Gulbenkian) instalou o Museu de Aguarela dedicado a Roque Gameiro e à prática e ao estudo dessa disciplina artística.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Acontecimentos do Ano 2019 - Internacional - Nacional - 02.05.2019 - 500 Anos da Morte de Leonardo Da Vinci

Quinta-feira, dia em que se comemora os 500 anos da morte do mestre italiano, a Universidade do Porto revela ao público a única obra de Leonardo da Vinci em Portugal. O desenho de 1480, feito em pena e tinta castanha, da coleção da Faculdade de Belas Artes, chegou ao Porto durante o século XIX, mas a sua autenticidade só seria comprovada em 1965.

In:https://vidaextra.expresso.pt/artes/2019-04-30-Rapariga-lavando-os-pes-a-uma-crianca.-Descobrir-da-Vinci-no-Porto-no-dia-dos-500-anos-da-morte-do-mestre-renascentista 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fabricio Dom

http://domcriarte.blogspot.pt/
Fabricio Dom nasceu na província de Uige, município de Danba, na aldeia de Thoso, a qual tem como língua oficial o idoma  Kikongo.
Em 1989 vai morar com seu pai em Luanda, com o qual aprende  várias técnicas de pintura. Na cidade de Luanda, já em 1995 inicia sua atuação profissional como modelo, estilista e artista plástico. Porém ao perceber um gosto peculiar pela Arte Plástica, projeta uma jornada de estudo, visando o aprimoramento de sua capacidade em pintar e neste mesmo ano, começa a traçar seus primeiros riscos. Contudo, com o empenho de qualificar suas obras, em 1998 realiza sua primeira viagem para Johanesburgo - África do Sul, em busca de capacitação profissional.

Em 1999 após seu investimento na capacitação profissional, dá inicio a várias exposições, que ocorrem em vários lugares, como na República do Congo, em Lisboa (Portugal), Johanesburgo (África do Sul), e no Brasil, expondo nas cidades de São Paulo, Jundiaí, Leme, Assis, e no Rio por duas vezes no Espaço Cultural de Angola e com exposição em outubro de 2011, em Brasília na Embaixada da Noruega

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Tchalê Figueira

Rainha do Carnaval, acrílico s/tela, 150x250 cm, 2004 ©Tchalê Figueira

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Malangatana - 06.06.1936 - 05.01.2011

O pintor moçambicano Malangatana morreu aos 74 anos, esta madrugada, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, vítima de doença prolongada, segundo a direcção do hospital.


O pintor, de 74 anos, encontrava-se internado há vários dias naquele estabelecimento hospitalar.

Malangatana vendeu os primeiros quadros há 50 anos e com o dinheiro arranjou uma casa e foi buscar a família para Maputo. Meio século depois, morreu um homem do mundo, um amigo de Portugal e um dos moçambicanos mais famosos.

Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 6 de junho de 1936 em Matalana, uma povoação do distrito de Marracuene, às portas da então Lourenço Marques, hoje Maputo. Foi pastor, aprendiz de curandeiro (tinha uma tia curandeira) e mainato (empregado doméstico).

A mãe bordava cabaças e afiava os dentes das jovens locais (uma moda da altura), o pai era mineiro na África do Sul. Com a mãe doente e um pai ausente, Malangatana foi viver com o tio paterno e estudou até à terceira classe. Aos 11 anos começou a trabalhar porque já era “adulto” e podia fazer tudo, de cuidador de meninos a apanha-bolas no clube de ténis.

Mais do que um pintor
Nos últimos 50 anos foi também muito mais do que pintor. Fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, actor, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado, da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência.

Ainda que o seu lado político seja o menos conhecido, Malangatana chegou a estar preso, pela PIDE, acusado de pertencer à então FRELIMO, sendo libertado ao fim de 18 meses, por não se provar qualquer vínculo à resistência colonial.

Na verdade Malangatana viveu parte da sua adolescência junto dos colonos portugueses, os mesmos que o iniciaram na pintura, primeiro o artista plástico e biólogo Augusto Cabral (morreu em 2006) e depois o arquitecto Pancho Guedes.

Augusto Cabral era sócio do Clube de Ténis, onde trabalhava um tio do pintor. “Um apanha-bolas nas partidas de ténis era um tal Malangatana Ngwenya (crocodilo), que, no fim de uma tarde de desporto, se acercou de mim para me pedir se, por acaso, eu não teria em casa um par de sapatilhas velhas que lhe desse”, contou Augusto Cabral em 1999.

O pintor iria “nascer” nessa noite, quando Malangatana foi a casa de Augusto Cabral e o viu a pintar um painel. “Ensine-me a pintar”, pediu. E Augusto Cabral deu-lhe tintas, pincéis e placas de contraplacado. “Agora pinta”, disse ao jovem, ao que este perguntou: “pinto o quê?”. “O que está dentro da tua cabeça”, respondeu Augusto Cabral.

O jovem viria a ter também o apoio de outro português, o arquiteto Pancho Guedes, que lhe disponibilizou um espaço na garagem de sua casa de Maputo e lhe comprava dois quadros por mês, a preços inflacionados. Em poucos meses Malangatana quis fazer uma exposição e foi, para espanto confesso de Augusto Cabral, um enorme sucesso.

Nas pinturas, nessa altura e sempre, Matalana, onde nasceu e cresceu e onde frequentou a escola da missão suíça de até à segunda classe. Menino pastor, agricultor, caçador de ratos com azagaia, viria a estudar só mais um ano. Fica-lhe Matalana no pincel, a opressão colonial, a guerra civil. A paz reflecte-se numa pintura mais otimista e nos últimos anos foi um carácter mais sensual que a caracterizou.

E sempre o quotidiano. “Há sempre um manancial de temas a abordar. São os acontecimentos do mundo, às vezes tristes, outras alegres, e eu não fico indiferente. Seja em Moçambique, ou noutra parte do mundo, a dor humana é a mesma", disse numa entrevista à Lusa, ainda recentemente.

Já homem, com a pintura como profissão, confessou ao jornalista Machado da Graça que sentia grande aproximação com os artistas portugueses desde os anos 70, quando foi pela primeira a Portugal, como bolseiro da Gulbenkian.

O legado de Malangatana
Entre 1990 a 1994 foi deputado da FRELIMO e ao longo de décadas ligado a causas sociais e culturais. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizador do Núcleo de Arte, colaborador da Unicef e arquiteto de um sonho antigo, que levou para a frente, a criação de um Centro Cultural na “sua” Matalana.E exposições, muitas, em Moçambique e em Portugal mas também mundo fora, na Alemanha, Áustria e Bulgária, Chile, Brasil, Angola e Cuba, Estados Unidos, Índia. Tem murais em Maputo e na Beira, na África do Sul e na Suazilândia, mas também em países como a Suécia ou a Colômbia.

Contando com as obras em museus e galerias públicas e em colecções privadas, Malangatana vai continuar presente praticamente em todo o mundo, parte do qual conheceu como membro de júri de bienais, inaugurando exposições, fazendo palestras, até recebendo o doutoramento honoris causa, como aconteceu recentemente em Évora, Portugal.

Foi nomeado Artista pela Paz (UNESCO), recebeu o prémio Príncipe Claus, e de Portugal levou também a medalha da Ordem do Infante D.Henrique. Em Portugal morreria também o pastor, mainato e pintor. Malangatana. Valente.
In Público On Line

domingo, 26 de abril de 2009

Pinturas de Alberto Vargas

O peruano Alberto Vargas (1896-1982) foi o ilustrador de “ Pin-ups” [pintura de mulher bonita, nua ou seminua] por excelência e o artista latino que soube reflectir como ninguém a beleza americana. Produziu algumas das melhores capas das revistas «Playboy», «Harper´s Bazaar», «Theatre Magazine» ou «Tattler», sendo por isso, parte fundamental da história dos Estados Unidos e um reflexo da nostalgia norte americana pela idade dourada do país. O seu nome encontra-se no pódio dos grandes ilustradores, junto a outros artistas de renome, como Frank Frazetta, Norman Rockwell, Alex Raymond ou Harold Foster. Todos eles testemunhas e intérpretes do começo do esplendor dos Estados Unidos, especialmente da sua época dourada, compreendida entre as décadas de 40 e 50.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Exposição de Pintura - Enid Simões de Abreu - Lubango - 1975

Para além de brilhante pintora, a Sra.Enid é amiga da família. Uma pequena homenagem.