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segunda-feira, 25 de maio de 2026

sexta-feira, 15 de maio de 2026

POETISA CONCEIÇÃO DEUS LIMA - S.TOMÉ E PRÍNCIPE - 08.12.1961 - 15.05.2026

𝗦Ã𝗢 𝗧𝗢𝗠É 𝗘 𝗣𝗥Í𝗡𝗖𝗜𝗣𝗘 𝗣𝗘𝗥𝗗𝗘 𝗔 𝗣𝗢𝗘𝗧𝗜𝗦𝗔 𝗘 𝗝𝗢𝗥𝗡𝗔𝗟𝗜𝗦𝗧𝗔 𝗖𝗢𝗡𝗖𝗘𝗜ÇÃ𝗢 𝗟𝗜𝗠𝗔

A poetisa e jornalista são-tomense Conceição Lima faleceu hoje, em São Tomé, aos 64 anos de idade.
Reconhecida como uma das mais importantes vozes da literatura são-tomense e lusófona, Conceição Lima destacou-se pelo seu contributo à poesia, ao jornalismo e à promoção da identidade cultural de São Tomé e Príncipe.
A sua partida deixa um profundo sentimento de consternação entre familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores da sua obra, dentro e fora do país.

Principais Obras Publicadas
O Útero da Casa (2004)
A Dolorosa Raiz de Micondó (2006)
O País de Akendenguê (2011)
Quando o Sol se Postar em Solenidade (2020)
O Mundo Visto do Meio (2023 - Coletânea de crónicas)
Quando os Cães Deixarem de Falar e Outras Fábulas Universais (2025)

terça-feira, 7 de abril de 2026

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS - 07.04.1893 - 16.06.1970

Percurso e Obra
Nascido em São Tomé e Príncipe, Almada fixou-se em Lisboa, onde se tornou um dos grandes impulsionadores da revista Orpheu (1915), juntamente com Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. A sua obra evoluiu de um figurativismo expressivo para a abstração geométrica, refletindo uma busca constante pela harmonia e pelo "número de ouro".
CASA MUSEU ALMADA NEGREIROS-S.TÓME-VISITADA EM SETEMBRO 2024
Entre as suas obras mais icónicas destacam-se:
Retrato de Fernando Pessoa (1954/1964): Um dos retratos mais famosos do poeta, pintado originalmente para o restaurante Irmãos Unidos e replicado mais tarde para a Fundação Calouste Gulbenkian.
Murais das Gares Marítimas (Alcântara e Rocha do Conde de Óbidos): Executados entre 1943 e 1949, representam cenas do quotidiano lisboeta e lendas nacionais, sendo considerados um dos maiores conjuntos de pintura mural do século XX em Portugal.

Painel "Começar" (1968-1969): Uma das suas últimas grandes obras, situada no átrio da Fundação Calouste Gulbenkian, que explora a geometria e o simbolismo.

Literatura: É autor de obras fundamentais como o provocatório Manifesto Anti-Dantas (1915) e o romance Nome de Guerra (1925/1938).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

sábado, 13 de março de 2010

Alda do Espírito Santo - 30.04.1926 - 09.03.2010

Alda Espírito Santo, também conhecida por Alda Graça, nasceu na ilha de São Tomé em 1926 e teve a sua educação em Portugal. Frequentou a Universidade, mas teve de abandonar, em parte devido às suas actividades políticas, mas também por motivos económicos. Na então Casa dos Estudantes do Império conheceu e privou com Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Marcelino dos Santos e outras figuras do nacionalismo africano. Uma das mais conhecidas poetizas africanas de língua portuguesa, ocupou cargos de relevo no governo de São Tome e Príncipe. Foi ministra da Educação e Cultura, ministra da Informação e Cultura, Deputada e presidente da Assembleia Nacional. Exerceu o cargo de presidente da União Nacional dos Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe, em acumulação com a presidência do Fórum da Mulher. Dela escreveu a sua conterrânea e também poetisa Conceição Lima, num texto recente na revista África 21: “Alda Espírito Santo é igual à transparência da casa que a habita, a casa que nos habita. Pelos nomes próprios nos distingue e nos chama. 

Coqueiros e palmares da Terra Natal
Mar azul das ilhas perdidas na conjuntura dos séculos
Vegetação densa no horizonte imenso dos nossos sonhos.
Verdura, oceano, calor tropical
Gritando a sede imensa do salgado mar
No deserto paradoxal das praias humanas
Sedentas de espaço e de vida
Nos cantos amargos do ossobô
Anunciando o cair das chuvas
Varrendo de rijo a terra calcinada
saturada do calor ardente
Mas faminta de irradiação humana
Ilhas paradoxais do Sul do Sará
Os desertos humanos clamam
Na floresta virgem
Dos teus destinos sem planuras

É Nosso o Solo Sagrado da Terra