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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Dia Europeu da Economia Social - 01.07.2016

O Dia Europeu da Economia Social celebra-se pela primeira vez. Para assinalar a data, o Ei falou com a eurodeputada Sofia Ribeiro, vice-presidente do Intergrupo para a Economia Social no Parlamento Europeu, sobre o estado do setor nos 28 Estados-membros.
Saiba mais no portal Ei Montepio.

Fonte: Gabinete de Relações Públicas Institucionais
 

domingo, 5 de abril de 2015

Jose da Silva Lopes - 10.05.1932 - 02.04.2015 - Article by Paul Krugman

Sad news: Jose da Silva Lopes, a Portuguese economist and government official who played a crucial role shepherding his country into the community of democratic Europe, has just died.
I met Silva Lopes in 1976, when I was part of a group of MIT grad students who spent the summer working at the Bank of Portugal, of which he was governor at the time. I’ve written about that experience; let me just add that working with Silva Lopes — who must have been somewhat horrified at trying to deal with us uncouth students at the same time that he was trying to cope with the chaos of a still unstable political system, but showed unfailing good humor and intelligence — was one of the real highlights of the whole business.

Actually, an anecdote: we were working in rented space outside the Bank proper, and there was a Soviet trade mission just upstairs. We joked to him that the Russians might be bugging us; he responded, “I don’t care what the Russians find out, it’s the press I’m worried about!”
Another: his remark about the state of foreign exchange reserves — “When I have six months’ reserves, I will have no reserves” — was a key inspiration for my early work on currency crises.
And yet another: at the time, Portugal, as a low-wage nation within Europe, exported a lot of apparel. Silva Lopes: “We are not a banana republic, we are a pajama republic.”
In the years that followed, he added further chapters to his illustrious career — more than I knew, I’m ashamed to say — leading tax reform and more. I was honored and delighted to see him again two years ago, and have him deliver remarks when I received honorary degrees in Lisbon. If you read his remarks, you’ll see that he was as sharp — and good humored — as ever.
The world has lost a great, good, and incredibly likable man.
Paul Krugman - New York Times Blog


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Debate "Da instabilidade bancária ao risco do colapso?" 03.12.2014 - Auditório MONTEPIO

O Observatório sobre Crises e Alternativas do Centro de Estudos Sociais realiza no próximo dia 3 de dezembro, às 18h30, no Auditório do Montepio em Lisboa a apresentação do livro A economia política do retrocesso. Crise, causas e objetivos.
Intervirão na sessão, que será também de debate em torno da interrogação “Da instabilidade bancária ao risco de colapso?” Miguel Cadilhe, Nuno Teles, José Reis e António Tomás Correia.
Para mais informações, consulte aqui. 
Fonte: Montepio | Gabinete de Relações Públicas Institucionais

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Montepio Apoia a Feira de Empreendedorismo do Distrito de Setubal - Setembro 2014

Nos dias 18, 19 e 20 de setembro realizar-se-á, nas instalações do Centro de Empresas Maquijig, a Feira de Empreendedorismo do Distrito de Setúbal, que conta com o apoio do Montepio.

O principal objetivo deste evento é apresentar, através de um Market Place, empresas de diversos setores de atividade do Distrito de Setúbal.

A disposição da Feira organiza-se em quatro áreas distintas:

Área do Market Place - stands com cerca de 100 empresas;
Área de Conferências e Workshops - 50 apresentações sobre Empreendedorismo, Inovação, Networking e outras temáticas de interesse para a comunidade empresarial;
Área de Networking - agendamento de reuniões com a plataforma meethub;
Área Maker Space - "Oficina" com demonstrações, workshops e fabricação com tecnologia digital (impressão 3D, bordados, maquinação CNC, eletrónica, Design CAD, entre outros).

Todos os visitantes poderão também contar com momentos de degustação de produtos regionais (vinho, moscatel, tortas e queijos de azeitão) e uma área de restauração.

Participe! A entrada é livre.


Fonte: Montepio | Gabinete de Relações Públicas Institucionais

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

BCE surpreende e coloca juros em novo mínimo histórico - 04.09.2014


(actualizado às )
Para combater a deflação, o banco central baixou a taxa de refinanciamento para 0,05%, o valor mais baixo de sempre.
Depois de em Junho ter baixado as taxas de juro de referência para níveis historicamente baixos e anunciado um pacote de medidas de estímulo económico, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira voltar a reduzir os juros.
Perante o risco de a economia da zona euro entrar num período de deflação, a autoridade monetária cortou a principal taxa de juro de refinanciamento – dos empréstimos do BCE aos bancos – de 0,15% para 0,05%.
A taxa de depósitos, que em Junho o banco central colocou em terreno negativo pela primeira vez, volta a baixar. O BCE decidiu fazer um corte de -0,1% para -0,2%.
A decisão foi tomada na reunião desta quinta-feira do conselho de governadores da autoridade monetária, em Frankfurt, onde as medidas não são consensuais. “Não foram tomadas por unanimidade”, afirmou Mario Draghi, presidente do BCE, em torno de quem estão agora concentradas as atenções dos mercados.
Depois de dizer há cerca de duas semanas, em Jackson Hole (Estados Unidos), que o BCE “usará todos os instrumentos disponíveis necessários para assegurar a estabilidade de preços na zona euro”, o presidente do banco central fala entretanto aos jornalistas em Frankfurt, onde explica as decisões de política monetária do banco.
O anúncio contrariou as expectativas de analistas e está já a fazer recuar o valor do euro, que pouco depois das 13h descia perto de 1%, para 1,315 dólares.
Analistas previam que o BCE pudesse manter as taxas de juro inalteradas, admitindo que o banco central seja igualmente forçado a actuar no campo das chamadas medidas de política monetária “não-convencionais”. Uma das perguntas em aberto é saber por que caminho poderá ir Mario Draghi, depois de em Junho já ter lançado um pacote alargado de medidas de estímulos com o objectivo de controlar a descida dos preços e fazer chegar o crédito à economia real. Entre essas medidas está um programa de novos empréstimos de longo prazo dirigido aos bancos (e outras instituições financeiras) que emprestem às empresas e aos particulares.
Um cenário avançado pelo jornal Financial Times passa pela compra de derivados financeiros de pacotes de empréstimos vendidos a investidores.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

BCE baixa taxa de juro de referência para 0,15% - 05.06.2014

Taxas de depósito do BCE descem para terreno negativo. Banco central tenta contrariar as pressões deflacionistas na zona euro.
O Banco Central Europeu confirmou as expectativas e decidiu esta quinta-feira baixar as taxas de juro a que empresta dinheiro aos bancos de 0,25% para 0,15%, passando ainda a taxa de depósito de zero para -0,1%.
A decisão é uma nova tentativa da autoridade monetária europeia de contrariar as pressões deflacionistas que se fazem sentir na zona euro. A taxa de inflação caiu em Maio para 0,5%, um valor que fica bastante abaixo do objectivo de médio prazo de inflação abaixo mas próximo de 2%, que o BCE se comprometeu a cumprir.
Esta é a primeira vez que as taxas de depósito do BCE caem para território negativo, o que significa que os bancos vão passar a ter de pagar juros para terem o seu dinheiro parado no banco central. Com esta medida, a entidade liderada por Mario Draghi tenta incentivar os bancos a emprestarem mais dinheiro às empresas e às famílias.
A seguir ao anúncio da decisão de baixar taxas, Mario Draghi irá explicar a decisão e, espera-se, deverá anunciar novas medidas para contrariar um período longo de inflação baixa.
A concessão de novos empréstimos de longo prazo aos bancos, com a condição de que estes aumentem o crédito às empresas e famílias, é uma das hipóteses consideradas mais prováveis para o imediato. Para o futuro, esperam-se também mais detalhes de uma eventual compra de activos pelo BCE, nomeadamente pacotes de créditos titularizados.

In: http://www.publico.pt/economia/noticia/bce-baixa-taxa-de-juro-de-referencia-para-015-1638800

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Inauguração oficial do Village Underground - Lisboa

A festa de inauguração do Village Underground, com entrada livre, é já amanhã, dia 10 de maio, às 18 horas. Venha conhecer o novo espaço de coworking em Lisboa!
Exposição, vídeo, dj’s, concertos, acrobacia e street art. Estes são alguns dos principais atrativos que poderá encontrar sábado, a partir das 18 horas, no Museu da Carris, na Estação de Santo Amaro, onde funciona, desde o dia 9 de abril, o Village Underground (VU Lisboa).
O VU é composto por 14 contentores marítimos e dois autocarros da Carris, alvo da intervenção do street artist Aka Corleone, que se transformaram em espaços de criatividade e de partilha de conhecimentos e de contactos. São escritórios “com uma renda acessível” para indústrias criativas e um espaço dinâmico de eventos, explicou Mariana Duarte Silva, mentora do projeto.
O VU Lisboa é um exemplo de coworking, conceito caraterizado pela partilha de um espaço de trabalho a custos reduzidos se comparado com outras opções. Uma solução vocacionada, sobretudo, para jovens empreendedores e para empresas que estejam a passar por dificuldades financeiras ou que precisem de um espaço temporário para iniciar atividade num novo país ou região.
Inspirado na plataforma internacional, com origem em Londres, o VU Lisboa é a primeira incubada da Startup Lisboa, que conta com o apoio do Montepio, através da solução de financiamento Startup Lisboa Loans. O Montepio reforça, mais uma vez, a sua posição de instituição que apoia os novos negócios e o empreendedorismo.
Não perca! A festa de inauguração tem início às 18h00 e a entrada é livre.                            

Fonte: Montepio | Gabinete de Relações Públicas Institucionais
 

Oportunidades de investimento no Peru

Debate na Câmara de Comércio, 14 de maio

A Câmara de Comércio organiza, a dia 14 de maio, o Seminário Exportar & Investir no Peru que contará com a presença do Embaixador do Peru no nosso País e do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

A iniciativa, que conta com o apoio Montepio, enquanto Associado Corporate da Confederação Internacional dos Empresários Portugueses (CIEP), tem por objetivo debater as relações económicas bilaterais, as oportunidades de negócio e os instrumentos de apoio ao investimento. Ao longo da manhã poderá, de igual modo, conhecer, em discurso direto, a experiência de duas empresas portuguesas que operaram no Peru; Newhotel Software e Cinclus.

Quer exportar ou investir neste mercado? Então não perca esta oportunidade de conhecer mais de perto uma economia que se torna cada vez mais atrativa para o investimento e que tem vindo a revelar-se um parceiro comercial de crescente importância, em virtude da assinatura do Acordo de Livre Comércio com a União Europeia.

A participação neste seminário é gratuita mas carece de inscrição prévia.

Fonte: Montepio | Gabinete de Relações Públicas Institucionais
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Village Underground Lisboa abre portas à criatividade

O Village Underground, projeto que conta com o apoio do Montepio, por via da Startup Lisboa, abre portas hoje, às 17h00.
09 de abril de 2014


O Village Underground, a primeira incubada da Startup Lisboa, é uma plataforma internacional, com origem em Londres, e pretende potenciar a criatividade, mas também dinamizar a cultura da capital, contando com o apoio do Montepio, através da solução de financiamento Startup Lisboa Loans.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

BCE cortou refi rate de 0.75% para 0.50%

BCE cortou refi rate de 0.75% para 0.50%, parecendo querer deixar a porta aberta a novos cortes, pese embora esse não constitua, no momento, o nosso cenário central, com o atual nível de taxas a dever constituir um mínimo de ciclo…

Não obstante ter sido divulgado um significativo conjunto de indicadores económicos para região, abrangendo tópicos como a atividade económica, o mercado laboral e a evolução dos preços, a semana ficou essencialmente marcada pela reunião do Conselho de Governadores do BCE, onde a autoridade decidiu, como esperado, reduzir a taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento da Zona Euro, a refi rate, em 25 p.b., colocando-a em 0.50% (o último corte havia sido efetuado em julho de 2012), parecendo no seu discurso querer deixar a porta aberta a novos cortes (inclusivamente colocar a taxa de depósitos em valores negativos), pese embora esse não constitua, no momento, o
nosso cenário central, com o atual nível de taxas a dever constituir, para além de um novo mínimo histórico, um mínimo de ciclo.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Chipre: Perfurada

27 março 2013 To Ethnos Atenas


Talvez seja melhor para o próximo teste não pedir ajuda aos meus amigos nem aos meus parceiros!
Muito exposto na Grécia, o setor bancário cipriota vai, segundo o acordo finalizado entre Nicósia e a troika (UE, BCE, FMI), sofrer uma profunda restruturação. Os bancos cipriotas estão fechados desde o dia 16 de março e só deverão voltar a abrir as portas no 28.
Segundo o acordo, as filiais dos principais bancos cipriotas na Grécia, país que mantém estreitas relações económicas e culturais com Chipre – Bank of Cyprus, Laiki Bank et Hellenic Bank – deverão por sua vez passar a ser supervisionados pelo banco grego Piraeus Bank.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mitos e paradoxos da história económica - Paul Bairoch - Editora Terramar - 1993

Certos mitos económicos têm uma longa vida. A ideia de considerar o século XIX como o paraíso do livre-câmbio ou então a de que a prosperidade do Ocidente foi construída tendo por fundação a pilhagem das colónias alimentam tantos certos entusiasmos como certos repúdios. Mas o seu principal inconveniente reside na sua falsidade.
Paul Bairoch, que foi um reputado especialista da história económica, empreendeu neste livro, unanimemente reconhecido como um ensaio lúcido e de grande riqueza documental, a difícil tarefa de demolir uma vintena de ideias feitas, largamente difundidas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Estónia: Crowdfunding: o futuro dos bancos

8 fevereiro 2013 European Voice Bruxelas

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mercedes anuncia recorde de vendas em 2011

A Daimler AG, que detém a Mercedes-Benz, revelou que a marca alemã vendeu 1,26 milhões de veículos em todo o mundo em 2011, um aumento de 8%, dos quais 193 339 foram na China (mais 30,6%) e 245 231 nos Estados Unidos, um aumento de 13,3%.Na Europa, a Mercedes caiu 1% ao longo de todo o ano, mas em Dezembro, as vendas subiram 7,1%.A marca alemã acredita que o lançamento dos últimos modelos, nomeadamente da Classe C, o pilar das vendas da empresa, irá fortalecer as vendas este ano, nomeadamente através do novo desportivo SL, que chegam aos concessionários em Março.
Fonte: Jornal OJE

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Prof. Kuing Yamang - A opinião de um economista chinês sobre o futuro da EUROPA - Julho 2010

Sobre a Europa, o Prof. Kuing Yaman - que viveu em França - faz as seguintes asserções:
1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios. Porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...
2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.
3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.
4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.
5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.
6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.
7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação.  A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!
8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...
9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...
10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...
É um ponto de vista. Controverso. Provocador. E pouco importa se subscrevo ou não, integral ou parcialmente, as teses expostas. O leitor que tire as suas próprias conclusões. E valide ou não o que pensa "o venerável professor chinês".
http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/218085-um-olhar-chines-sobre-a-europa

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Economia 2011

Os norte-americanos Thomas J. Sargent e Christopher A. Sims ganharam hoje o prémio Nobel da Economia de 2011 pela sua "investigação empírica sobre as causas e efeitos na macroeconomia", afirmou o porta-voz da Academia Sueca das Ciências.
Segundo a Academia, os dois economistas desenvolveram métodos para estudar a relação entre a política económica e variáveis macroeconómicas, como o produto interno bruto, inflação, emprego e investimento.
A sua investigação explica que a "política afeta a economia, mas a economia também afeta política," disse o porta-voz da Academia Sueca.
Os dois são professores na Universidade de Princeton, Estados Unidos, e foram premiados pela sua investigação nas causas e efeitos na macroeconomia.
Os dois economistas vão repartir um prémio de 10 milhões de coroas suecas (um milhão de euros), uma medalha de ouro e um diploma que será entregue na cerimónia dos laureados a 10 de dezembro, que marca também o aniversário da morte de Alfred Nobel.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Habitação - Sete bancos já cobram ‘spreads’ acima de 4%

Desde o início do ano, cinco bancos subiram os ‘spreads’. BBVA e Barclays já fizeram dois aumentos em 2011.
A escalada dos ‘spreads' não tem fim à vista. Desde o início do ano, cinco bancos fizeram ajustes neste indicador. Foi o caso do Santander Totta, BES, CGD, Barclays e BBVA. Sendo que estas duas últimas instituições financeiras já aumentaram por duas vezes este ano os ‘spreads' praticados no crédito à habitação.
Contas feitas, a média dos ‘spreads' mínimos - aplicados aos melhores clientes - em Portugal situa-se nos 1,24%. Já a média dos ‘spreads' praticados para os clientes de maior risco situa-se nos 3,92%. Mas, na realidade, são muitas as instituições que estão a aplicar ‘spreads' máximos acima desta fasquia. Analisando os preçários é possível ver que sete instituições cobram já ‘spreads' acima dos 4%. É o caso da CGD, BES, BCP, BPI, Barclays, Banif e Banco Popular.
O economista e professor universitário, João Cantiga Esteves, acredita que esta tendência vai continuar nos próximos meses e não descarta a hipótese dos ‘spreads' máximos poderem vir a atingir a barreira dos 6%. "Enquanto as condições de acesso ao financiamento por parte dos bancos não melhorarem - e neste momento o mercado interbancário está longe de estar normalizado -, as instituições financeiras vão continuar a subir os ‘spreads', principalmente, para os clientes de maior risco. Por isso é possível que venhamos a ter ‘spreads' máximos na ordem dos 6%".
As últimas actualizações de preçários permitem verificar ainda uma mudança de tendência no sector financeiro. Até agora eram os bancos estrangeiros que ofereciam os ‘spreads' mais baixos do mercado. Mas esta realidade está mudar. As últimas grandes subidas de 2011 pertencem a bancos estrangeiros - BBVA e Barclays. Ou seja, as diferenças de ‘spreads' entre os bancos estrangeiros e bancos nacionais estão a esbater-se. Cantiga Esteves avança com uma explicação para este facto. "Trata-se, provavelmente, de uma questão de alinhamento com o resto do mercado. Os bancos estrangeiros tinham ‘spreads' mais baixos numa tentativa de recuperar alguma quota do mercado de crédito à habitação. Mas não é fácil fazê-lo nesta altura. Por isso é natural que estejam a alinhar os seus ‘spreads' com a concorrência".
A verdade é que a tendência de subida deste indicador já dura há vários anos. No início de 2009, os cinco maiores bancos portugueses aplicavam em média um ‘spread' mínimo de 0,67%. Hoje, as mesmas instituições têm um ‘spread' mínimo de 1,51%. Ou seja, no espaço de dois anos, este indicador mais do que duplicou.
Estas mudanças causam um impacto significativo nas carteiras das famílias. A diferença entre ter um ‘spread' mínimo mais baixo do mercado (0,45% no Deutsche Bank), ou ter um ‘spread' mínimo no Banif (que cobra 2%) pode custar alguns euros. Por exemplo, uma família que queira fazer um crédito à habitação no valor de 100 mil euros, a pagar em 20 anos, indexado à Euribor a seis meses pagaria uma prestação de 492 euros se conseguisse obter um ‘spread' mínimo de 0,45%. Já se a mesma família obtivesse o ‘spread' mínimo de 2%, isso resultaria numa prestação mensal de 567 euros. Ou seja, mais 74 euros por mês. Contas feitas, significaria que esta família pagaria no final do empréstimo mais 18.000 euros, pelo facto de ter um ‘spread' mais alto.
In Económico On line

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Nobel da Economia considera "ruinosa" taxa de juro do leilão da dívida pública portuguesa

Na apreciação que faz no seu blogue , Paul Krugman considera a taxa de juro do leilão da dívida pública portuguesa "pouco menos que ruinosa".
O governo português colocou na quarta-feira obrigações a dez anos com uma taxa de juro de 6,716%, inferior à da emissão anterior, que atingiu os 6,806%, tendo tido uma procura 3,2 vezes superior à da oferta, disse à Lusa fonte governamental. Na maturidade a quatro anos, a taxa de juro foi de 5,396%.

Esta foi a primeira colocação portuguesa de obrigações do Tesouro a cinco e dez anos desde que a Irlanda recebeu auxílio internacional.

O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou a colocação da dívida "um sucesso, qualquer que seja o parâmetro pelo qual se analise".

O leilão foi "um sucesso na procura e um sucesso no preço, e isso é a melhor demonstração de confiança na economia portuguesa por parte dos mercados", sublinhou José Sócrates, à entrada para a Heimtextil, em Frankfurt.

No seu comentário, Krugman afirma que "considerar um sucesso a capacidade de Portugal colocar obrigações a dez anos a uma taxa de juro de 'apenas' 6,7% diz alguma coisa do profundo desespero da situação europeia".

O Nobel argumenta que, "se se pensar sobre a dinâmica da dívida, uma taxa de juro tão alta é pouco menos que ruinosa". Adianta, porém, que "não é, de facto, tão má como as pessoas estavam à espera na semana passada, daí o sucesso". Mas alerta: "Mais alguns sucessos e a periferia europeia será destruída."

No início do dia de quarta-feira, antes do leilão que se realizou durante a manhã, a Bloomberg citava o Financial Times alemão para divulgar que a Comissão Europeia e o fundo de resgate europeu estavam a preparar uma ajuda a Portugal que poderia chegar aos 100 mil milhões de euros se fosse necessária. Pormenorizava-se que a ajuda poderia ser disponibilizada muito brevemente, se o leilão da dívida registasse juros considerados insustentáveis.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Estado conseguiu colocar os 1.250 milhões de euros que queria

Portugal conseguiu colocar o montante total que pretendia no leilão de dívida pública que levou a cabo esta manhã. Foram colocados 1.249 milhões de euros (o montante indicativo era de 750 a 1.250 milhões).
O leilão era constituído por duas linhas de Obrigações do Tesouro, a quatro e a 10 anos. Foram colocados 650 milhões da linha a 4 anos e 599 milhões da linha a 10 anos.
A taxa de juro exigida pelos investidores baixou no prazo mais longo mas aumentou no mais curto, face aos últimos leilões.
No caso das Obrigações do Tesouro a 10 anos, a taxa média ponderada foi de 6,716%, o que compara com os 6,806%, pagos no leilão de Novembro. Já na maturidade mais curta, a taxa média ponderada da colocação atingiu os 5,369%, acima dos 4,041% registados no leilão de Outubro.
A procura foi elevada. Na maturidade mais longa, a procura foi 3,2 vezes a oferta, o que significa que a taxa de cobertura aumentou face ao último leilão (2,1 vezes). Na maturidade a 4 anos, a procura foi 2,6 vezes a oferta, ligeiramente abaixo das 2,8 vezes do leilão anterior.
Este leilão era visto como o teste aos mercados que poderia precipitar um pedido de ajuda externa por parte de Portugal. Os economistas previam uma subida da taxa de juro, mas as piores previsões parecem não se ter verificado.
No mercado secundário, a taxa das Obrigações do Tesouro a 10 anos estavam abaixo dos 7% antes do leilão, tendo chegado aos 6,9%, no entanto, depois da operação, as condições voltaram a piorar. Actualmente estão já nos 7,017%.
Analistas aplaudem resultados
«O leilão correu muito bem, a procura foi elevada e as taxas médias saíram até abaixo do que estava a ser negociado no mercado secundários», afirmou o gestor de dívida do Banco Carregosa à Reuters, acrescentando que «Portugal está a conseguir financiar-se nos mercados».
Para este especialista, «o mais importante é que continuamos a ter interessados na nossa dívida, o que significa que os investidores ainda acreditam em Portugal e, de certa forma, dá algum descano ao Governo». No entanto, sublinha, «as taxas ainda continuam altas».
Já o estratega do Credit Agricole, Peter Chatwell, considera que os resultados do leilão têm tudo o que os mercados queriam ver para acalmar os receios em torno da dívida dos países periféricos. «A compra de dívida por parte do Banco Central Europeu (BCE), que tem sido noticiada, teve provavelmente um impacto significativo nestes resultados», disse, ressalvando que «no que diz respeito à capacidade de Portugal se financiar nos mercados, a situação parece ter melhorado face a Novembro».
Mais cauteloso é David Schnautz, do Commerzbank em Londres, que sublinha a subida da taxa de juro nas obrigações a 4 anos e a elevada necessidade de financiamento de Portugal para os próximos meses.

Fonte: Agência Financeira