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terça-feira, 1 de setembro de 2026

terça-feira, 11 de agosto de 2026

LIVROS - JORGE AMADO - 10.08.1912 - 06.08.2001

Jorge Amado é um dos maiores e mais traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos, célebre por retratar a identidade, a sensualidade e o misticismo da cultura baiana. Nascido em Itabuna, na região cacaueira da Bahia, publicou 49 livros que misturam denúncia social, realismo e humor. Foi galardoado com o prestigiado Prémio Camões em 1994, o reconhecimento máximo da língua portuguesa.
 
Principais Obras

Capitães da Areia (1937): Retrata a dura realidade de crianças abandonadas nas ruas de Salvador. Sofreu forte censura e teve exemplares queimados em praça pública.

Gabriela, Cravo e Canela (1958): Marca uma nova fase na sua escrita, mais lírica e humorística, focada na sociedade de Ilhéus e no ciclo do cacau.

Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966): Uma das suas criações mais populares, explorando o folclore, a culinária e o realismo mágico da Bahia.

Tieta do Agreste (1977): Escrita durante uma estadia em Londres, narra o regresso triunfal de uma mulher expulsa da sua terra natal.

Além da literatura, o autor teve um papel ativo na política nacional. Alinhado com ideais de esquerda, militou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e foi eleito deputado federal em 1945. Durante o seu mandato, foi o autor da emenda constitucional que garantiu a liberdade de culto religioso no Brasil. Devido às suas posições políticas e às perseguições de regimes ditatoriais, enfrentou a prisão e viveu exilado em países como Argentina, França e República Checa.

Impacto Cultural

As suas histórias ultrapassaram os livros e tornaram-se fenómenos globais na televisão, no teatro e no cinema. Adaptações de novelas como Gabriela e Tieta pararam e emocionaram audiências em Portugal e no mundo, impulsionando a venda dos seus romances além-fronteiras. Em 1987, foi fundada a Fundação Casa de Jorge Amado em Salvador, que preserva o seu vasto acervo e promove atividades culturais.

terça-feira, 7 de abril de 2026

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS - 07.04.1893 - 16.06.1970

Percurso e Obra
Nascido em São Tomé e Príncipe, Almada fixou-se em Lisboa, onde se tornou um dos grandes impulsionadores da revista Orpheu (1915), juntamente com Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. A sua obra evoluiu de um figurativismo expressivo para a abstração geométrica, refletindo uma busca constante pela harmonia e pelo "número de ouro".
CASA MUSEU ALMADA NEGREIROS-S.TÓME-VISITADA EM SETEMBRO 2024
Entre as suas obras mais icónicas destacam-se:
Retrato de Fernando Pessoa (1954/1964): Um dos retratos mais famosos do poeta, pintado originalmente para o restaurante Irmãos Unidos e replicado mais tarde para a Fundação Calouste Gulbenkian.
Murais das Gares Marítimas (Alcântara e Rocha do Conde de Óbidos): Executados entre 1943 e 1949, representam cenas do quotidiano lisboeta e lendas nacionais, sendo considerados um dos maiores conjuntos de pintura mural do século XX em Portugal.

Painel "Começar" (1968-1969): Uma das suas últimas grandes obras, situada no átrio da Fundação Calouste Gulbenkian, que explora a geometria e o simbolismo.

Literatura: É autor de obras fundamentais como o provocatório Manifesto Anti-Dantas (1915) e o romance Nome de Guerra (1925/1938).

quinta-feira, 12 de março de 2026

A MINHA BIBLIOTECA - MÁRIO ZAMBUJAL

1981 - EDIÇÃO PARA O CÍRCULO DOS LEITORES
1983 - EDIÇÃO PARA O CÍRCULO DE LEITORES
1986 - EDIÇÃO PARA O CÍRCULO DE LEITORES
2011 - 1ª EDIÇÃO - CLUBE DE AUTOR
2012 - 1ª EDIÇÃO - CLUBE DE AUTOR 
2015 - 1ª EDIÇÃO - CLUBE DE AUTOR

 

MÁRIO ZAMBUJAL - 05.03.1936 - 12.03.2026


Carreira no Jornalismo e Televisão

Zambujal teve uma presença marcante nos media portugueses, destacando-se em várias frentes:

Imprensa Desportiva e Geral: Foi jornalista no jornal A Bola, subdiretor do Record e chefe de redação do Diário de Notícias e d'O Século.

Direção Editorial: Dirigiu publicações de referência como o jornal de espetáculos Se7e e o semanário Tal & Qual.

Televisão e Rádio: Ficou conhecido do grande público na RTP como apresentador de programas como o Domingo Desportivo e o Grande Encontro. Na rádio, participou no programa de culto Pão com Manteiga.

Obra Literária

A sua escrita é caracterizada pela ironia e boa disposição:

Sucesso de Estreia: Crónica dos Bons Malandros (1980) tornou-se um fenómeno de popularidade, adaptado posteriormente ao cinema e ao musical.

Outras Obras: Publicou diversos títulos, incluindo À Noite Logo se Vê, A Cavalo num Pente, Longe do Mar e, mais recentemente, O Último a Sair (2025).

Guionismo: Escreveu para séries televisivas de sucesso como Lá em Casa Tudo Bem e Nós os Ricos.

Foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique em 1984 e presidiu ao Clube dos Jornalistas.

ANTÓNIO LOBO ANTUNES - MEMÓRIA DE ELEFANTE - 1979


 Publicações Dom Quixote - 17ª Edição - Março de 1997 

quinta-feira, 5 de março de 2026

ANTÓNIO LOBO ANTUNES - OS CUS DE JUDAS


 Edição para o Círculos de Leitores - Setembro de 1984

ANTÓNIO LOBO ANTUNES - 01.09.1942 - 05.03.2026


Perfil e Carreira

Formação: Licenciou-se em Medicina com especialização em Psiquiatria.

Estreia Literária: Em 1979, publicou as suas primeiras obras de grande impacto: Memória de Elefante e Os Cus de Judas.

Temas Centrais: A sua escrita explora o trauma da guerra, a decadência do império colonial, a loucura e a memória.

Homenagens: Após o seu falecimento, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa homenageou-o com o grande-colar da Ordem de Camões e o Governo decretou um dia de luto nacional para o próximo sábado.

Obras Emblemáticas
A sua vasta bibliografia, editada maioritariamente pela Publicações Dom Quixote, inclui títulos como:
  • As Naus
  • O Esplendor de Portugal
  • Até que as pedras se tornem mais leves que a água

sábado, 21 de fevereiro de 2026

1961 - "A Dúvida" de Leonel Cosme - Coleção Imbombeiro

O tema central de "A Dúvida" é a atitude crítica perante o contexto social angolano sob o regime colonial.
Embora a obra utilize protagonistas europeus — que eram comuns na literatura colonial da época — Leonel Cosme afasta-se do "romance colonial" tradicional. Em vez de idealizar a presença portuguesa, ele foca-se em:
  • Confronto Social: A obra examina as tensões e as realidades da sociedade angolana do início da década de 60, pouco antes ou durante o início do conflito armado.
  • Identidade e Ética: Através da "dúvida", o autor explora os dilemas morais daqueles que viviam entre a estrutura colonial e a realidade humana da terra africana.
  • Testemunho Intelectual: O livro é parte de um esforço maior do autor em (re)pensar a relação entre Portugal e o Atlântico Sul, questionando conceitos como o lusotropicalismo.
O título reflete, assim, a incerteza e o questionamento sobre o futuro de Angola e o papel do colonizador num sistema em transformação.
Sobre o Autor: Leonel Cosme
Leonel Cosme (1934–2021) foi um destacado poeta, ficcionista, ensaísta e jornalista.
Percurso em Angola: Emigrou para Angola em 1950, onde trabalhou na rádio e na imprensa escrita, além de ser uma figura central na dinamização cultural de Sá da Bandeira.
Outras Obras Relevantes: Além de A Dúvida, publicou títulos como Um Homem na Rua (1958), Quando a Tormenta Passar (1959) e o ensaio Cultura e Revolução em Angola (1978).
Legado: É reconhecido pelo seu "testemunho intelectual de grande qualidade" e pelo amor à terra e ao povo angolano, visível em obras posteriores como A Separação das Águas.
Atualmente, o livro é considerado uma peça rara de colecionador, encontrando-se ocasionalmente em livrarias alfarrabistas como a Livraria Alfarrabista Liliana Queiroz.

Leonel Cosme - 1934 - 2021

Poeta, ficcionista e ensaísta. Em 1950 foi para Angola com a família, tendo-se radicado naquela então colónia portuguesa, onde foi funcionário público e exerceu o jornalismo. Regressou a Portugal em 1975. Em 1982, voltou a Angola com o intuito de ajudar um país que aspirava a ser uma nova nação e ali permaneceu nesse espírito até 1987.

Em Angola, teve grande influência na vida cultural, quer colaborando na revista Cultura, de Luanda (1957-1961), e no influente Boletim Cultural de Huambo, publicado na então cidade de Nova Lisboa (1948-1974), quer sendo um dos fundadores e diretor das Edições Imbondeiro, de Sá da Bandeira (hoje Lubango), quer ainda prefaciando e publicando ali, de parceria com Garibaldino de Andrade, as que foram – pelo conteúdo e pelo momento histórico da edição –as mais importantes antologias da nova literatura angolana: Contos d' África (1961), Novos Contos d' África (1962) e Antologia Poética Angolana (1963). Destaque ainda na sua obra para a trilogia A Revolta (1963-1992), romances em que se reflete a privilegiada posição do autor, radicado em Angola desde a juventude, como observador de um processo que vai da «revolta» à «hora final», passando pela «terra de promissão».

Leonel Cosme é também o autor do catálogo da Primeira Exposição de Bibliografia Angolana (Sá da Bandeira, hoje Lubango, 1962), com cerca de 700 títulos distribuídos por seis áreas: História e Sociologia, Etnografia, Literatura e Ficção, Viagens e Narrativas, Vários Estudos, Antropologia. Para além da antologia já citada, Contos d'África, está representado em Angola, de Luís Forjaz Trigueiros (1962).
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999

 

domingo, 7 de fevereiro de 2021

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

O Professor e o Louco - 2019 - Professor and the Madman


Londres, século XIX. Há mais de duas décadas que vários estudiosos da Universidade de Oxford tentam criar um dicionário que, para além de definições rigorosas dos termos, englobe também a história e evolução da língua inglesa. Em 1879, James Murray, um escocês de cultura vasta e espírito inquiridor, torna-se responsável pela finalização do empreendimento. Para concretizar a tarefa, que a todos já parece impossível, Murray tem uma ideia: pedir a voluntários que compilem e lhes enviem palavras dos vários livros que leiam. É assim que William Chester Minor, um cirurgião norte-americano há anos hospitalizado numa instituição psiquiátrica para criminosos, se junta a Murray. Esta parceria durará anos e resultará numa profunda admiração e amizade entre dois homens muito diferentes mas igualmente geniais.
Com Mel Gibson e Sean Penn como protagonistas, um drama biográfico realizado pelo produtor e argumentista Farhad Safinia, que aqui se estreia em realização, segundo um guião seu, de John Boorman e de Todd Komarnicki. "O Professor e o Louco" tem por base a obra "The Surgeon of Crowthorne: A Tale of Murder, Madness and the Love of Words", onde o escritor Simon Winchester narra a história do Dr. W. C. Minor, responsável por mais de dez mil entradas da edição original do conceituado "Oxford English Dictionary".

terça-feira, 23 de abril de 2019

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Livro "Rádio em Angola como eu a vivi - Pereira Monteiro - 2018

Diamantino Pereira Monteiro nasceu em Viseu.
Aos seis anos de idade foi com os pais para Angola.
Primeiro, em Nova Lisboa (atual Huambo) e, depois, em Sá da Bandeira (hoje Lubango).
Logo que concluiu o então Curso Complementar dos Liceus, ingressou no Rádio Clube da Huíla como locutor-noticiarista, profissão que teve de interromper para cumprir o serviço militar obrigatário, como alferes miliciano, na então colónia portuguesa da Guiné (Guiné-Bissau).
Quando regressou a Angola, retomou a carreira profissional, já como adjunto e, posteriormente, como chefe dos serviços de Produção da Rádio Clube da Huíla.
A abrupta descolonização que se seguiu à Revolução portuguesa obrigou-o a fugir com a família, tal como sucedeu a centenas de milhar de angolanos e de portugueses, para o Sudoeste Africano (atual Namíbia).
Repatriado para Portugal, em Novembro de 1975, ingressou (por concurso público) nos quadros da Radiodifusão Portuguesa (RDP), empresa pública que sucedeu à Emissora Nacional.
Chefiou os serviços de Informação e de Programas da RDP/Centro, em Coimbra.
Como formador para a área da Radiodifusão do CENJOR – Centro Protocolar de Formação de Jornalistas, participou na formação de dezenas de jovens das rádios locais, aquando da legalização das chamadas rádios piratas.
É frequentemente convidado a participar em entrevistas para livros, nos meios radiofónicos e em televisões, especialmente sobre temas no âmbito da Radiodifusão. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Eduardo Galeano - 03.09.1940 - 13.04.2015

  
Eduardo Galeano, segundo o diário espanhol, encontrava-se internado desde sexta-feira, num hospital da capital uruguaia, por causa de um cancro nos pulmões, de que padecia. «Las venas abiertas de América Latina» («As veias da América Latina»), que publicou em 1971, e "Memoria del fuego", de 1986, trilogia da História das diferentes Américas, destacam-se da sua obra, que se estende por mais de quatro décadas e que se encontra traduzida em mais de 20 idiomas. Galeano nasceu a 3 de setembro de 1940, numa família católica de classe média, na capital uruguaia. Na infância quis ser jogador de futebol - facto que expõe em alguns dos seus textos, como «O futebol de sol a sombra» -, mas antes de se transformar num intelectual da esquerda latino-americana, foi operário, desenhador, mensageiro, empregado bancário. Iniciou a carreira jornalística na década de 1960, como editor do semanário Marcha, onde também se cruzaram Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti, e do diário Época. Em 1973, o golpe militar do Uruguai levou Galeano à prisão e ao exílio na Argentina, onde fundou a revista "Crisis", que dirigiu até à instituição, no país, da ditadura do general Jorge Videla, em 1976. Galeano era um dos resistentes mais procurados pelos esquadrões da morte. Exilou-se em Espanha, onde iniciou a trilogia «Memória do Fogo». Regressou ao Uruguai, após a queda da ditadura, na década de 1980. Escreveu «As veias da América Latina» quando tinha 31 anos. A obra, proibida pelas ditaduras da Argentina, Chile e Uruguai, depressa se transformou numa das mais citadas sobre a evolução política do continente. Mais tarde, porém, o autor reconheceu que, naquela época, ainda não tinha maturidade suficiente para completar a tarefa: «Tentei fazer uma obra de economia política, mas não tinha a formação necessária», recorda o diário El País. «Não me arrependo de ter escrito o livro, mas é uma etapa que, para mim, está superada». «Siglo XXI»/«Século XXI», o seu último livro, uma coletânea de contos, será publicado em Espanha na próxima quinta-feira. Lusa.


segunda-feira, 23 de março de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

sábado, 21 de fevereiro de 2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015