Poeta, ficcionista e ensaísta. Em 1950 foi para Angola com a família, tendo-se radicado naquela então colónia portuguesa, onde foi funcionário público e exerceu o jornalismo. Regressou a Portugal em 1975. Em 1982, voltou a Angola com o intuito de ajudar um país que aspirava a ser uma nova nação e ali permaneceu nesse espírito até 1987.
Em Angola, teve grande influência na vida cultural, quer colaborando na revista Cultura, de Luanda (1957-1961), e no influente Boletim Cultural de Huambo, publicado na então cidade de Nova Lisboa (1948-1974), quer sendo um dos fundadores e diretor das Edições Imbondeiro, de Sá da Bandeira (hoje Lubango), quer ainda prefaciando e publicando ali, de parceria com Garibaldino de Andrade, as que foram – pelo conteúdo e pelo momento histórico da edição –as mais importantes antologias da nova literatura angolana: Contos d' África (1961), Novos Contos d' África (1962) e Antologia Poética Angolana (1963). Destaque ainda na sua obra para a trilogia A Revolta (1963-1992), romances em que se reflete a privilegiada posição do autor, radicado em Angola desde a juventude, como observador de um processo que vai da «revolta» à «hora final», passando pela «terra de promissão».
Leonel Cosme é também o autor do catálogo da Primeira Exposição de Bibliografia Angolana (Sá da Bandeira, hoje Lubango, 1962), com cerca de 700 títulos distribuídos por seis áreas: História e Sociologia, Etnografia, Literatura e Ficção, Viagens e Narrativas, Vários Estudos, Antropologia. Para além da antologia já citada, Contos d'África, está representado em Angola, de Luís Forjaz Trigueiros (1962).
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999


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